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Formação da Cidade

     A ocupação do Vale do Paraíba começou a ocorrer em fins do século XVIII, com o declínio da produção do ouro em Minas gerais. No século seguinte o povoamento expandiu-se, devido à lavoura cafeeira.
     Em Volta Redonda, a partir de 1820, começaram a se desenvolver as fazendas de café, cuja produção era escoada pelo Rio Paraíba do Sul até Barra do Piraí, de onde prosseguia para a corte pela Estada de Ferro D. Pedro II (posteriormente Central do Brasil).
     O recurso da navegação fez da localidade um entreposto regional de mercadorias, que se fortaleceu com a construção de ponte de madeira sobre o Rio Paraíba do Sul, em 1864, permitindo que o porto, à margem esquerda, atendesse, também, as fazendas da outra margem. Ao redor do Porto surgiu o primeiro núcleo urbano, com seu casario, armazéns e depósitos (atual bairro Niterói).
     Em 1871, a linha férrea foi estendida até Barra Mansa, inaugurando-se a estação de Volta Redonda. Ao lado desta, rapidamente surgiu o segundo núcleo urbano: uma âgencia de correios (1871), duas escolas, uma linha de bondes de tração animal (1874) e alguns estabelecimentos comerciais compunham o cenário inicial.
     Em 1890, o povoado foi elevado à categoria de Distrito de Paz. Na mudança de séculos, porém, a cultura do café entrou em declínio no Estado do Rio de Janeiro e o povoado de Santo Antônio da Volta Redonda iniciou um acelerado processo de decadência, com o abandono total de diversas fazendas e a consequente desvalorização do preço médio de suas terras.
     A principal atividade econômica da região passou a ser a pecuária, seguida pela agricultura. Nesse período, foram pequenos os melhoramentos e serviços obtidos pela população: um distrito policial e um cemitério, ainda no século XIX; serviço de captação e canalização de água potável, em 1921; fábrica de produtos cerâmicos, em 1924, que funcionou por curto período; serviço de telefones e iluminação pública e particular, na década de 30.
     Assim, ao se iniciarem os anos 40, o espaço urbano local em pouco diferia daquele surgido no século XIX, com a produção cafeeira: dois núcleos urbanos, um à margem esquerda, outro à margem direita do Rio Paraíba do Sul; antigo casario, alguns poucos equipamentos urbanos e serviços públicos precários. A partir dos anos 40, no entanto, a vida do pequeno povoado, com população inferior a 3.000 habitantes, começou a se transformar rapidamente, devido à implantação da usina da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
     A CSN foi criada em 9 de abril de 1941 e no final deste ano começaram a chegar em Volta Redonda os primeiros trabalhadores incumbidos a construção da usina. Esses pioneiros foram abrigados em barracas armadas nos altos dos morros, enquanto eram construídos os acampamentos para as famílias operárias. Ao mesmo tempo, alojamentos coletivos se multiplicavam no interior da área industrial, aproximando os espaços do trabalho e da moradia. Paralelamente à construção da usina era implantada a Cidade Operária, cujo projeto, de auditoria do famoso arquiteto Atílio Corrêa Lima, previa a construção de 4000 habitantes, em área contígua a da usina, com total disponibiliidade de infra-estrutura e diversos equipamentos urbanos.
     O povoado se tranformara em grande canteiro de Obras, onde eram duras as condições de vida e de trabalho: insalubridade nos alojamentos, tarefas extenuantes, jornada de 10 horas, disciplina rígida no trabalho e casos de repressão e violência por parte da polícia da CSN, eram comuns naqueles tempos. Observe-se que o financiamento para a implantação da usina siderúrgica fora obtido junto aos Estados Unidos em troca do apoio brasileiro aos países aliados no segundo grande conflito mundial.
     O Brasil estava em guerra e na CSN - considerada unidade fabril de interesse militar, por ser necessária à indústria bélica do país - os trabalhadores não tinham direito a férias, nem podiam se ausentar do trabalho por mais de 8 dias, sob pena de serem considerados desertores e se sujeitarem às leis militares. Em meio ao rigor daqueles tempos pioneiros cresciam a usina e a Cidade.
     Em julho de 1946, com a primeira "corrida do aço ", a usina foi inaugurada e em maio de 1948, a linha de produção começou a operar em sua totalidade. Neste último ano, a CSN atingia a marca de 3003 casas entregues aos trabalhadores. A década de 40 conheceu considerável incremento populacional Forasteiros de diversas origens, e com diferentes interesses, se dirigiam a Volta Redonda.
     O comércio se desenvolvia, pequenos estabelecimentos de serviços eram instalados e a atividade industrial, diretamente relacionada à produção da CSN, também foi estimulada logo nos primeiros anos de funcionamento da usina. Em 1950, a população chegava a 35.964 habitantes. Ao lado da Cidade operária, o povoado original de Santo Antônio crescia de forma desordenada, sem qualquer planejamento, sob a ação de proprietários de terra que se transformavam em loteadores, vislumbrando grandes lucros em negócios de terra.
     Os setores médios da população (comerciantes, proprietários de terras, profissionais liberais, funcionários públicos, etc.), moradores da cidade não planejada, começarama se organizar por melhorias urbanas que, do ponto de vista desses grupos, só seriam obtidas com a emancipação do distrito.
     Em 1952, foi criado o Centro Cívico Pró-emancipação, que organizou e encaminhou o movimento pela autonomia político-administrativa, obtendo a convocação de um plebiscito que, realizado em junho de 1954, confirmou a pretensão emancipacionista. O município de volta Redonda foi criado pela lei nº 2.185, de 17 de julho de 1954. No dia 13 de outubro foram realizadas eleições, e em 6 de fevereiro de 1955, tomou posse o primeiro governo municipal.
     As décadas de 50 e 60, especialmente após a emancipação, conheceram considerável expansão da malha urbana, com a implantação de numerosos loteamentos, que deram origem a novos bairros, principalmente na margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. Observe-se, no entanto, que a instalação do Município não conferiu ao governo local a administração de toda a cidade.
     A Cidade Operária continuava a ser gerida pela CSN e apresentar padrão físico-urbanístico de muito melhor qualidade ( em termos de infra-estrutura, equipamento, serviços urbanos, condições habitacionais e ambientais) que a "outra" Volta Redonda, administrada pela Prefeitura Municipal. Somente a partir de 1967 a CSN começou a se retirar das tarefas urbanas, planejamento a passagem para o Município do patrimômio público da empresa - ruas, praças, etc - e dos encargos decorrentes de sua manutenção. Em 1º de janeiro de 1968, Prefeitura e CSN assinaram um termo de entrega e recebimento dos serviços urbanos, dando início ao processo de unificação do espaço urbano, ao reunir sob a mesma administração, a Cidade Operária e a Cidade Velha. A venda das casas da CSN, iniciada em seguida, completou o processo de integração espacial do Município.

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