Comissão de Infecção Hospitalar do HMR
Coordenação: Dr. Eduardo Uloa Candanoza
Missão
A missão do programa de estudo, prevenção e controle de infecções é a prevenção e o controle de infecções com o objetivo de promover o bem-estar dos pacientes, dos profissionais de saúde e de visitantes, pelo comprometimento com a excelência e a respeitabilidade do cuidado aos pacientes, pelo uso eficiente de recursos e pela busca permanente de melhorias.
Caracterização
PLANO DE CONTROLE DE INFECÇÕES
METAS
As metas do programa são:
• Identificar e avaliar infecções associadas os cuidados de saúde, por meio de:
1. Identificação de infecções esperadas e inesperadas, na fase inicial, e implementação de intervenções adequadas no momento oportuno.
o Identificar a presença de infecções no momento da internação de pacientes e da contratação de profissionais para as equipes.
o Identificar pacientes, transferidos ou encaminhados, portadores de infecções associadas à assistência à saúde que não tenham sido percebidas no momento da transferência ou do encaminhamento.
o Identificar visitantes que sejam prováveis portadores de doenças transmissíveis.
2. Análise de práticas com potencial para afetar a taxa de infecções hospitalares. Identificar e avaliar o risco de ocorrências associadas a infecções hospitalares.
3. Implantação de mudanças necessárias para reduzir infecções associadas à assistência à saúde, incluindo, mas não se limitando a:
o Limitar exposição desprotegida a agentes patogênicos em toda a organização.
o Incentivar a higiene das mãos.
o Minimizar o risco de transmissão de infecções associadas à assistência à saúde por meio da adoção de procedimentos e do uso de equipamentos e dispositivos médico-hospitalares.
4. Recomendações para redução no risco de transmissão de infecções associadas à assistência à saúde e incentivo aos programas educacionais sobre essa prática.
5. Desenvolvimento de sistemas de comunicação com profissionais independentes licenciados, equipes, estudantes/estagiários, voluntários e, de acordo com as circunstâncias, com visitantes, pacientes e famílias, sobre temas relacionados ao controle de infecções, incluindo responsabilidades para prevenir a disseminação de infecções nas dependências do hospital.
6. Manutenção da consciência e do conhecimento de orientações e recomendações publicadas por órgãos normativos e de acreditação e por organizações de profissionais de serviços de saúde para a prestação de serviços de controle de infecções com base em evidências.
7. Reconhecimento, documentação e cumprimento das normas de órgãos normativos e de acreditação sobre temas relacionados ao controle de infecções.
8. Organização de programas educacionais para funcionários, equipes, pacientes e visitantes.
9. Divulgação de informações com base em evidências.
10. Fornecimento de informações sobre seleção e administração de produtos.
11. Coordenação e integração das atividades de prevenção e controle de infecções com a equipe médica.
12. Colaboração com a área de saúde dos funcionários por meio de proteção, orientação e acompanhamento de equipes e de outros profissionais com potencial de exposição a doenças infecciosas transmissíveis ou que tenham sido expostos ou que tenham contraído esse tipo de doença.
AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE SOBRE O CONTROLE DE INFECÇÕES
O presidente ou o profissional de controle de infecções têm autoridade para instituir qualquer tipo de estudo e prevenção, medidas de controle ou estudos, quando houver motivos para acreditar que qualquer paciente, funcionário ou visitante possa estar em perigo. Esse tipo de autoridade e de responsabilidade inclui, mas não se limita a:
• Desenvolvimento e implementação de programas preventivos e corretivos com a finalidade de minimizar riscos de infecção.
• Desenvolvimento de sistemas para identificar, registrar e analisar incidências e causas de infecções nosocomiais.
• Revisão e aprovação das políticas e dos procedimentos relacionados às atividades de vigilância, prevenção e controle em todos os departamentos/serviços.
• Determinação do momento de implementação de isolamento, de precauções de barreiras e de realização de culturas ambientais.
• Colaboração com as lideranças organizacionais para implantação de medidas de emergência com o objetivo de evitar ocorrência de infecções, tais como fechamento de unidades, transferência de pacientes, suspensão de construções, entre outras.
• Participação no Comitê de Farmácia ou comunicação com os comitês médicos ou hospitalares sobre padrões de utilização de antibióticos considerados essenciais para as atividades de prevenção e controle de infecções.
• Divulgação da aplicação das políticas organizacionais e departamentais relacionadas ao controle de infecções, incluindo, mas não se limitando a, procedimentos e técnicas de isolamento, procedimentos de esterilização, descarte seguro de lixo infeccioso ou contaminado e prevenção de infecções cruzadas pelo uso de equipamentos.
• Desenvolvimento e implantação de sistemas de estudo e controle de infecções, por meio de identificação, registro e análise de focos infecciosos, surtos, eventos-sentinela, agentes patogênicos emergentes e estudos ou relatórios especiais.
• Apresentação de propostas orçamentárias e de solicitações de recursos de informática para facilitar a execução das atividades de prevenção e controle de infecções definidas por componentes programáticos e de atividades específicas de apoio à prevenção de infecções, coleta de dados e elaboração de relatórios.
• Coordenação, em conjunto com o departamento de saúde pública e outros órgãos governamentais e normativos, para registro, investigação e prevenção de infecções.
AVALIAÇÃO DE RISCOS E PRIORIZAÇÃO DE METAS
A equipe de controle de infecções, em colaboração com as lideranças do hospital, é responsável pela identificação de riscos de transmissão e de contração de agentes infecciosos, com base nos fatores que serão discutidos a seguir. A Comissão de Controle de Infecções responsabiliza-se pela avaliação de riscos, a ser realizada pelo menos uma vez por ano ou sempre que ocorrerem mudanças significativas nos fatores mencionados a seguir, utilizando informações fornecidas por indivíduos ou comitês. Esse processo deve levar em consideração temas como risco elevado, volume elevado, probabilidade de ocorrência de problemas ou novas técnicas relacionadas a tendências emergentes ou reemergentes e outros assuntos. A Comissão de Controle de Infecções deve desenvolver planos de ação envolvendo esses temas. Os fatores que fazem parte das atividades de avaliação de risco devem incluir pelo menos o seguinte:
• Localização Geográfica e Ambiente Comunitário
o O Hospital Municipal do Retiro está localizado no bairro Retiro. É um hospital que atende bairros urbanos e suburbanos da Zona Norte de Volta Redonda estado do Rio de Janeiro, e áreas adjacentes. A estrutura operacional do sistema leva em consideração que este é o maior e mais densamente povoado bairro da cidade. Realizam-se por mês cerca de 11.700 atendimentos, 270 internações e 110 cirurgias.
• Características da População Atendida
o O Hospital Municipal do Retiro atende várias comunidades com alta incidência de diabetes, doenças respiratórias e doenças vasculares. Assim como patologias características da idade pediátrica.
• Resultados da Análise dos Dados de Prevenção e Controle de Infecções do Hospital Municipal do Retiro
o As variações nos resultados obtidos na análise de procedimentos cirúrgicos, infecções relacionadas a dispositivos médico-hospitalares, exposição a doenças transmissíveis e incidentes ambientais são revistas periodicamente.
• Atendimento, Tratamento e Serviços Prestados
o O plano estratégico da organização contempla todos os serviços que fazem parte de seu foco. Esse plano também envolve a avaliação do estudo de serviços de alto volume e/ou alto risco, adaptando-os às medidas aplicáveis.
• Saúde dos Funcionários
o O Hospital Municipal do Retiro fornece um ambiente de trabalho seguro para seus funcionários por meio da coordenação do seu Programa de Controle de Infecção Hospitalar para identificar a existência de condições infecciosas potenciais que possam colocar em risco pacientes, visitantes e equipes.
• Prontidão para Emergências
o A organização trabalha continuamente a fim de permanecer de prontidão para atendimento de emergências internas e externas, incluindo, mas não se limitando a, afluxo de pacientes infecciosos de curta ou de longa permanência.
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