Saúde, nutrição e condições de vida não ocorrem isoladamente. São reconhecidas, na atualidade, enquanto questões de cidadania.
        Grande parte dos distúrbios de saúde é determinada socialmente. Associam-se à pobreza e à exclusão social.
        Os grupos populacionais excluídos do acesso aos bens produzidos pela sociedade, tais como escolarização, saúde de qualidade, profissionalização, alimentação, lazer, entre outros, demandam por ações concretas, articuladas e efetivas visando a garantia desses direitos.
        Nesse sentido se constrói o Projeto Nascer Feliz, constituindo-se na integração de ações sociais voltadas à maternidade saudável.  Articulando os mais diversos setores e órgãos ligados à administração pública municipal, o Projeto Nascer Feliz direciona suas ações às gestantes em condição de extrema pobreza e à sua família.
        O setor saúde é mobilizado, acompanhando a mulher, como gestante e mãe, e seu filho, de forma especial. Além de permitir o acesso a alimentos básicos, o Projeto amplia a cesta tradicional, incluindo alimentos perecíveis, como vegetais e ovos, oferecidos semanalmente nas Unidades de Saúde. nas Oficinas de Culinária e Saúde, o preparo dos alimentos é trabalhado junto às participantes. O acesso ao atendimento odontológico é facilitado, mediante a entrega de vales-transporte à gestante, ao longo do seu tratamento. O acesso ao Planejamento Familiar prioritário é observado, visando destacar a necessidade de um intervalo de nascimentos mínimo de dois anos como estratégia de saúde infantil e materna.
        Ações promocionais são pactuadas entre as equipes dos Centros de Referência em Assistência Social e as gestantes e sua família. O acesso da gestante e sua família à rede sócio-assistencial (serviços proporcionados no território – educação, previdência social, ONGs, etc.) é fomentado. Ações essenciais no domicílio são contempladas no que se refere ao cultivo de hortas, combate a vetores e obras.
        As condições das famílias cadastradas, assim como o desenvolvimento das ações, são monitoradas por seus gestores, através do Sistema de Informações desenvolvido pela Empresa de Processamento de Dados de Volta Redonda. Este projeto passará por constante avaliação,  sendo aprimorado de acordo com a realidade encontrada.

“O povo brasileiro não tem fome só de nutrientes...O povo brasileiro não tem só fome de uma ração essencial mínima... O povo brasileiro não tem só fome de uma dieta básica de custo mínimo, porque queremos satisfazer nossos hábitos alimentares, nossas vontades, nossos prazeres... O povo não tem só fome de comida, mas de casa, de trabalho, de terra, de educação, de cultura, de lazer, de liberdade, de felicidade e de soberania.”

Valente FLS. O direito Humano à Alimentação: desafios e conquistas. São Paulo: Cortês, 2002

 
                                                                      
Empresa de Processamentos de Dados de Volta Redonda
Departamento de Desenvolvimento de Sistemas