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AÇÕES DE CONTROLE DA TUBERCULOSE NOS
SERVIÇOS DE PRONTO ATENDIMENTO E ASSISTÊNCIA HOSPITALAR

Detecção precoce de casos de tuberculose

Tosse seca ou com expectoração há mais de três semanas (21 dias), a medida mais importante é solicitar a pesquisa no escarro de BAAR (Bacilo Álcool Ácido Resistente), nos hospitais, emergências, nas unidades de saúde da família e nas unidades básicas de saúde.

Três perguntas simples facilitam a detecção e a implantação das medidas de controle da tuberculose, no ambiente terapêutico.

  • Você tem tosse?
  • Tosse há mais de 20 dias?
  • Tem catarro?

Diagnóstico e Fluxo do Sintomático Respiratório na emergência

Os serviços de pronto-atendimento são, ainda a principal porta de entrada do sistema de saúde pública e o ideal é instituir uma pré-consulta para todos os pacientes adultos da emergência. Havendo resposta positiva a essas três perguntas, caracteriza-se o sintomático respiratório (SR) e inicia-se uma seqüência de procedimentos obrigatórios, para garantir a atenção ao paciente.

  • Ao prosseguir o atendimento no serviço de emergência, o paciente é orientado a usar a máscara cirúrgica e aguardar o atendimento médico;
  • Se o médico plantonista considerar procedente a caracterização de sintomático respiratório (SR), solicitar o exame de BAAR pelo Laboratório Municipal ou o laboratório de referência da instituição (Urgência) e Raio X (RX) de tórax (PA e Perfil);
  • Se a primeira amostra de escarro para pesquisa BAAR for negativa, enviar a segunda amostra no dia seguinte. Solicitar a realização de exame em formulário próprio da SMS, tendo como referência o Laboratório Municipal;

 

      ATENÇÃO – NÃO HÁ NECESSIDADE DO PACIENTE ESTAR EM JEJUM.

  • Quando os dois BAAR forem negativos ( mesmo com o quadro radiológico             estiver alterado) ou quando o Rx é normal e não se tem o exame de BAAR, o paciente pode ser liberado de usar a máscara;

  • O Rx de tórax com alterações sugestivas na presença de sintomas implica sempre na necessidade de continuar a investigação;

  • Se diagnosticada a tuberculose e o paciente tem possibilidade de tratamento ambulatorial, deve ser orientado a procurar o Programa Municipal de Controle de Tuberculose;

  • Se diagnosticada a tuberculose e há necessidade de hospitalização , instituir as medidas de precauções de isolamento por aerossóis;

  • A princípio, todo paciente bacilífero (pesquisa de BAAR positiva), com indicação para internação deve ser encaminhado aos hospitais de referência da SMS – Volta Redonda (Hospital Municipal do Retiro e Hospital São João Batista);

  • O tratamento com tuberculostáticos pode ser iniciado a qualquer momento e a notificação deve ser imediata a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) ou a supervisão de Enfermagem, na ausência de representantes da CCIH;

  • A prescrição do tratamento indicado, deverá atender aos esquemas preconizados pelo Ministério da Saúde, sendo disponibilizado pelo Programa Municipal de Controle da Tuberculose – VR, diante da apresentação da receita  médica, histórico do paciente, identificação, dose adequada ao peso , e a ficha de notificação do SINAN;

  • Nunca dar a alta hospitalar sem o encaminhamento e agendamento do paciente ao Programa Municipal de Controle da Tuberculose – VR, Telefones para contato do PCT-VR , disque Tuberculose: 0 8000 230 373 ou 3339 96 96 ( telefonista SMS ).

 

Protocolo de diagnóstico de tuberculose

A tuberculose é uma doença infecto contagiosa, de curso crônico, que acomete mais frequentemente os pulmões, com quadro:

  1. tosse seca ou com expectoração,
  2. com febre baixa, emagrecimento,
  3. dor torácica,
  4. sudorese noturna e
  5. astenia.

 Acomete os indivíduos, na faixa etária de 15 aos 50 anos, pessoas em risco social, isto é, moradores de rua, presidiários, e também uma parcela de contatos de portadores de tuberculose não diagnosticados, diabéticos, portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV), idosos, usuários de  drogas lícitas e ilícitas, doenças pulmonares de repetição.

  • A pesquisa no escarro de BAAR (Bacilo Álcool Ácido Resistente), pelo método de Ziehl-Neelsen é um exame simples, rápido, econômico e o mais utilizado no diagnóstico da tuberculose pulmonar. São colhidas duas amostras e examinadas;

  • O exame radiológico do tórax é  essencia , sendo padronizado para o diagnóstico da doença:

  • Radiografia Normal – ausência de imagens patológicas nos campos pulmonares;

  • Sequela – imagem sugestiva de lesões cicatriciais;

  • Suspeito – imagem sugestiva de processo de tuberculose ativa;

  • Outras doenças – imagens sugestivas de pneumopatia não tuberculosa.

  1. A prova tuberculínica (PPD), tem mais valor em pessoas não vacinadas com BCG ou naquelas vacinadas há longa data. A Prova Tuberculínica (PT) é um método auxiliar para o diagnóstico de tuberculose. A graduação da reação cutânea é avaliada após 72 horas da aplicação, assim deve ser realizada às segundas-feiras, terças-feiras ou sextas-feiras, pelo funcionamento da unidade de referência para o exame, em dias úteis atender o paciente.

 

  1. O resultado  registrado em milímetros, com a seguinte classificação:

  2. 0 a 4 mm – Não Reator; indivíduo não infectados pelo M.tuberculosis ou outras micobactérias; A hiporreatividade à prova tuberculínica, mesmo em pessoas doentes, pode ocorrer em pessoas com neoplasias, sarcoidose, viroses, hipotireoidismo, aids, uso de corticóides, citostáticos , diabéticos e/ou gestantes.
  3. 5 a 9 mm – Reator Fraco ; indivíduo vacinado com BCG, infectados pelo M.tuberculosis;
  4. 10 mm ou mais – Reator Forte ; vacinado recentemente com BCG, indivíduo infectado pelo bacilo da tuberculose, que pode estar doente ou não.
  • Anamnese

A investigação da tuberculose inicia-se na anamnese (histórico pessoal do cliente, informações sociais, doenças anteriores, histórico familiar e história de contato com pacientes portadores de tuberculose, situações predisponentes à doença), exame físico.

Protocolo de internação

A hospitalização é recomendada em casos especiais, segundo as seguintes prioridades:

  1. Meningoencefalite tuberculosa;
  2. Indicações cirúrgicas em decorrência da tuberculose;
  3. Complicações graves da tuberculose;
  4. Intolerância medicamentosa incontrolável em ambulatório;
  5. Intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas graves;
  6. Em casos sociais, como ausência de residência fixa ou grupos com maior possibilidade de abandono de tratamento.

 

O período de internação deve ser reduzido ao mínimo possível, em torno do segundo mês de tratamento, ou até a negativação do exame de escarro.

Em Volta Redonda, a internação é referenciada aos hospitais públicos   (Hospital São João Batista e Hospital Municipal Munir Rafful), caso não haja vaga o paciente deve permanecer no hospital de origem. Nessa situação, devem-se instalar as medidas de precauções respiratórias. Uso de máscaras cirúrgicas para o paciente e máscaras N-95  para os profissionais.

Medidas de isolamento

A transmissão da tuberculose acontece pela eliminação do bacilo pela tosse, espirro, fala e contato de secreções orais ou durante a realização de exames invasivos na árvore pulmonar (aspiração traqueal ou broncoscopia).|Por meio de gotículas, os microorganismos podem propagar-se amplamente por corrente de ar antes de atingir o hospedeiro susceptível e , pela inspiração , alcançar os alvéolos pulmonares. A irradiação solar e o ambiente ventilado reduzem o risco de transmissão dos aerossóis.
Para o isolamento, no aspecto físico, são necessários, um quarto com banheiro e sanitário privativo e a aplicação de precauções básicas e adicionais de isolamento.

 




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