- Como prevenir o diabetes
- Prevenção da cárie e doença periodontal
- Tabaco
- Perguntas e respostas sobre tabagismo
- Deficiências:
* Auditiva
* Física
* Mental
* Visual
- Hipertensão Arterial 
- Câncer de Colo do Útero e de Mama
- Drogas
- AIDS
*
Cuidados para conservar o valor nutritivo dos alimentos
* Cuidados com a higiene pessoal e dos alimentos
-
Direitos sexuais e direitos reprodutivos
 

Como prevenir o diabetes

        O diabetes mellitus ou sacarino é uma doença freqüente no mundo inteiro. Muitas vezes os sintomas aparecem desde o início da doença. Outras vezes os sintomas ou não aparecem ou passam despercebidos. O tratamento adequado evita complicações. A doença pode ser controlada e o paciente diabético é capaz de viver normalmente, sendo um cidadão útil a sociedade em que vive.

O que é DIABETES MELLITUS?

        É uma doença que impede o aproveitamento correto dos alimentos que você come (principalmente os açucares) devido a falta parcial ou total de um hormônio chamado insulina.

Quais os SINTOMAS?

• Urinar muitas vezes;
• Beber muita água;
• Comer muito, apesar de muitos emagrecerem;
• Fraqueza, diminuição da visão, desânimo, sonolência.

TRATAMENTO:
• Alimentação equilibrada (dieta) – para todos os pacientes;
• A equipe de saúde definirá qual é o melhor tratamento para você.

RECOMENDAÇÕES GERAIS:

• Realize exercícios:
- De acordo com a idade, sexo e tipo de atividade diária. Devem ser regulares e moderadas.

• Cuidado com os pés:
- Lavar os pés todos os dias com água morna e sabão;
- Secar os pés muito bem, especialmente os espaços entre os dedos;
- Limpar e cortas unhas de forma reta;
- Fazer massagem nos pés à noite;
- Não usar calçados apertados;
- Não andar descalço;
- Não usar liga nas pernas e nem meias apertadas;
- Não cortar os calos;
- Não usar bolsas de água quente nos pés.

• Higiene dos ouvidos:
- Não coloque objetos pontudos nos ouvidos com a finalidade de limpá-los;
- Limpe apenas a orelha.

• Higiene da boca:
- Escovar os dentes após cada refeição;
- Fazer massagem nas gengivas com o dedo;
- Visitar o serviço de saúde bucal pelo menos duas vezes ao ano.

Prevenção da cárie e doença periodontal

1) O que é doença periodontal?
- É a doença que destrói a gengiva e o osso que sustenta o dente. É resultado da placa bacteriana que ataca entre os dentes e a gengiva, quando não escovamos bem os dentes.

2) Quais os sintomas?
- Em poucos dias a gengiva fica inchada, avermelhada, inflamada, dolorida e
começa a sangrar. Caso o tratamento não comece logo, a placa bacteriana agride o osso, que envolve o dente que acaba ficando mole e caindo.

3) O que é cárie dentária?
- É uma doença que destrói a estrutura dos dentes, através das cavidades que se formam com o tempo. É o resultado da concentração de bactérias, que proliferam quando comemos muito açúcar(biscoitos, doces, etc) e não limpamos os dentes corretamente. Em geral, ela começa na superfície do dente ou entre os dentes, locais de acúmulo alimentar.

3) Quais os sinais e sintomas?
- Inicialmente aparece uma mancha branca sobre o dente, normalmente perto da gengiva. A pessoa sente uma sensação de desconforto ao comer doces ou quando
ingere gelados.

4) Como cuidar de seus dentes?
- São 3 os principais cuidados: escova dental, creme dental e fio dental.
A escovação com creme dental deve ser realizada após as refeições e antes de dormir. O fio dental deve ser usado nas mesmas ocasiões, para remover todos os detritos entre os dentes.
        Importante trocar a escova sempre que as cerdas estiverem danificadas. Volta Redonda possui toda água de abastecimento fluoretada, por este motivo não há necessidade de utilizarmos a aplicação tópica de flúor.

BENEFÍCIO DA DENTIÇÃO SAUDÁVEL:

* Boa saúde
* Boa aparência
* Boa pronúncia
* Bom hálito
* Boa digestão
* Favorece o relacionamento social
* Favorece a vida profissional
* Bem - estar geral.

Tabaco

- Fumantes inveterados têm maior risco de depressão 

        Fumantes de longa data têm mais risco de ficarem depressivos do que aqueles que nunca fumaram, de acordo com um estudo feito com gêmeos finlandeses. Entretanto, a associação não foi observada em pessoas que largaram o hábito há muitos anos.
        Embora a nicotina em cigarros tenha a propriedade de melhorar o humor, a exposição crônica e longa à fumaça pode ter um papel mais importante na causa dos sintomas depressivos - diz o autor do estudo, Tellervo Korhonen, da Universidade de Helsinki, na Finlândia.
        Os resultados são baseados na análise de 4 mil homens e 5 mil mulheres, todos gêmeos, cuja saúde e comportamento foram monitorados por 15 anos. O fumo crônico persistente foi associado ao desenvolvimento de sintomas da depressão, mas quando relacionado a certos sintomas específicos, o risco só permanece significante entre homens.
        Como os dados são de gêmeos, foi possível testar a causalidade entre fumo e depressão usando pares de irmãos discordantes para depressão, ou seja, o gêmeo deprimido servia como controle associado ao não-deprimido. Além disso, foi possível explorar as influências genéticas em potencial agravando a associação. O estudo foi publicado na revista Psychological Medicine.
        Também há evidências de que os fumantes que largaram o hábito têm alto risco de sofrer de depressão, mas só a curto prazo. Os que abandonaram o cigarro e continuaram assim por um longo tempo não tiveram risco maior do que os que nunca fumaram.
        Isto pode refletir um processo relativamente longo de recuperação dos efeitos adversos do cigarro - disse Korhonen. Quando as pessoas começam a fumar, os efeitos imediatos da nicotina no cérebro são compensadores e agradáveis. Isto sugere uma auto-medicação, ou seja, a pessoa com problemas de humor busca alívio no cigarro.
        Como o vício em nicotina é tão forte quanto o em heroína, a abstinência é difícil.
        Fumantes vulneráveis à depressão podem precisar de tratamento medicamentoso específico e apoio de comportamento para superar as primeiras fases de abstinência - disse Korhonen. Depois disso, suas chances de sucesso com o fim do hábito aumentam. 

- Consumo associado de fumo e álcool fragiliza os ossos
 
        Pesquisa do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) indica que o consumo associado de álcool e nicotina interfere negativamente na resistência dos ossos e na reparação de células ósseas.
        De acordo com o estudo - feito em ratos de laboratório - uma pessoa que fuma e bebe tem resistência óssea 45% menos do que a de alguém sem esses vícios.
        Pelo estudo, o fêmur dos ratos mostrou-se mais frágil nas cobaias que ingeriram, simultaneamente, álcool e nicotina em dosagens equivalentes a cinco ou seis cigarros por dia ou a uma garrafa de cerveja diária.
        Segundo a fonoaudióloga Evelise Soares, que estudou o assunto em sua dissertação de mestrado, não havia pesquisa que associasse o consumo conjunto
de álcool e nicotina à resistência óssea.
        O estudo foi dividido em duas partes: uma mediu a resistência do fêmur dos animais após a aplicação de doses diárias de álcool e cigarro; outra verificou a aderência ao osso de um tipo de implante de cerâmica - comum em enxertos dentários.
        "Os implantes realizados na tíbia do animal demonstraram comprometimento da reparação óssea nos animais tratados com nicotina e álcool. Houve baixo estímulo de produção de células ósseas", disse ela, que iniciou o estudo em 2004.
        Foram utilizados 20 ratos na pesquisa, divididos em quatro grupos de cinco. Eles foram submetidos a 90 dias de doses diárias de álcool e nicotina. O primeiro grupo não recebeu os produtos, o segundo só nicotina, o terceiro apenas álcool e o quarto foi submetido às duas substâncias.
        "Os resultados indicou que é necessária uma força 45% menor para quebrar o osso de pessoas que bebem ou fumam", afirmou Soares.
        Para a pesquisadora, os resultados indicam que os profissionais de saúde devem redobrar a atenção quando forem submeter indivíduos a implantes ósseos em pacientes consumidores de álcool e cigarro. "Em muitos casos não se pergunta antes ao paciente que receberá um implante, por exemplo, a média de consumo diário de cigarros e bebidas alcoólicas". 

-  Filhos de fumantes viram "poço" de nicotina 

        Derivado da substância é 5,5 vezes mais abundante em urina de bebês de tabagistas.
        Segundo pesquisadores, problema pode ser causa de morte súbita de crianças.
        As crianças cujos pais são fumantes têm em sua urina níveis 5,5 vezes mais altos de cotinina, um subproduto da nicotina. O efeito acontece mesmo que só um dos pais da criança seja fumante, indica um estudo coordenado por pesquisadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido.
        A cotinina é uma das substâncias produzidas pelo organismo quando ele absorve nicotina e a "quebra" em pedaços para poder eliminá-la. Segundo a pesquisa, a principal contribuição para que as crianças tenham um nível elevado dela em sua urina são as mães fumantes, embora o impacto de um pai fumante também seja significativo.
        As medidas foram feitas a partir da urina de 100 bebês de três meses de idade. Desse grupo, 71 bebês tinham pelo menos um pai ou mãe fumante. A tendência é que as crianças com excesso de cotinina em sua urina venham de lares mais pobres, com menos acesso a ventilação, levando os pais a fumarem no mesmo ambiente onde estão as crianças. O fato de os bebês dormirem na mesma cama que seus pais também influencia o problema.
        Calcula-se que, só nos EUA, mais de 6.000 crianças pequenas morram anualmente por causa por serem fumantes passivas. Os pesquisadores avaliam que uma das causas da chamada morte súbita de bebês é o fato de eles dormirem com pais fumantes, expostas a partículas derivadas do cigarro.
        O estudo está na revista médica "Archives of Disease in Childhood". 

Perguntas e Respostas sobre Tabagismo

1) Por que cigarros, charutos, cachimbo, fumo de rolo e rapé fazem mal à saúde?
2) Quais os derivados do tabaco mais agressivos à saúde e como agem?
3) Como o cigarro atua quimicamente no organismo?
4) O que causa a dependência do cigarro?
5) Por que as pessoas começam e continuam a fumar?
6) Quais são as doenças causadas pelo uso do cigarro?
7) Existem outras desvantagens em ser fumante?
8) Quais são os riscos para a mulher grávida?
9) E os não fumantes, como ficam nessa história?
10) Quais os danos ao meio ambiente?
11) A produção de fumo gera perdas para o país?
12) O que é tabagismo passivo?
13) Como o tabagismo passivo afeta a saúde?
14) Quais são os riscos para crianças que convivem com fumantes em ambientes fechados ?
15) O aumento da ventilação nos ambientes pode eliminar a poluição tabagística ambiental?
16) As novas imagens e frases de advertência nos maços de cigarros causam impacto?
17) Existem números e pesquisas que comprovem que as imagens nos maços diminuem o número de fumantes?
18) Qual o papel do Instituto Nacional de Câncer no controle do tabagismo?  


1) Por que cigarros, charutos, cachimbo, fumo de rolo e rapé fazem mal à saúde?

        Todos esses derivados do tabaco, que podem ser usados nas formas de inalação (cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha), aspiração (rapé) e mastigação (fumo-de-rolo), são nocivos à saúde. No período de consumo destes produtos são introduzidas no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 48 substâncias pré-cancerígenas, como agrotóxicos e substâncias radioativas (que causam câncer).

2) Quais os derivados do tabaco mais agressivos à saúde e como agem?

        A fumaça do cigarro possui uma fase gasosa e uma particulada. A fase gasosa é composta por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído e acroleína, entre outras substâncias. Algumas produzem irritação nos olhos, nariz, garganta e levam à paralisia dos movimentos dos cílios dos brônquios. A fase particulada contém nicotina e alcatrão, que concentra 48 substâncias cancerígenas, entre elas arsênico, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, além de resíduos de agrotóxicos aplicados nos produtos agrícolas e substâncias radioativas.

3)Como o cigarro atua quimicamente no organismo?

        A fumaça do tabaco, durante a tragada, é inalada para os pulmões, distribuindo-se para o sistema circulatório e chegando rapidamente ao cérebro, entre 7 e 9 segundos. Além disso, o fluxo sangüíneo capilar pulmonar é rápido, e todo o volume de sangue do corpo percorre os pulmões em um minuto. Dessa forma, as substâncias inaladas pelos pulmões espalham-se pelo organismo com uma velocidade quase igual a de substâncias introduzidas por uma injeção intravenosa.

4) O que causa a dependência do cigarro?

        A nicotina, que é encontrada em todos os derivados do tabaco (charuto, cachimbo, cigarro de palha, etc) é a droga que causa dependência. Esta substância é psicoativa, isto é, produz a sensação de prazer, o que pode induzir ao abuso e à dependência. Por ter características complexas, a dependência à nicotina é incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde - CID 10ª revisão. Ao ser ingerida, produz alterações no Sistema Nervoso Central, modificando assim o estado emocional e comportamental dos indivíduos, da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e álcool. Depois que a nicotina atinge o cérebro, entre 7 a 9 segundos, libera várias substâncias (neurotransmissores) que são responsáveis por estimular a sensação de prazer (núcleo accubens), explicando-se assim as boas sensações que o fumante tem ao fumar. Com a ingestão contínua da nicotina, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início. Esse efeito é chamado de tolerância à droga. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros. De tal forma que, a quantidade média de cigarros fumados na adolescência, nove por dia, na idade adulta passa a ser de 20 cigarros por dia. Com a dependência, cresce também o risco de se contrair doenças debilitantes, que podem levar à invalidez e à morte.

5) Por que as pessoas começam e continuam a fumar?

        Em decorrência da publicidade ser dirigida principalmente aos jovens e fornecer uma falsa imagem de que fumar está associado ao bom desempenho sexual e esportivo, ao sucesso, à beleza, à independência e à liberdade. A maioria dos fumantes torna-se dependente da nicotina antes dos 19 anos de idade. Conscientes de que a nicotina gera dependência, os fabricantes de cigarros gastam milhões de dólares em publicidade dirigidas aos jovens. Apesar da lei de restrição da propaganda de produtos derivados do tabaco, sancionada no Brasil em dezembro de 2000, as falsas imagens continuam influindo fortemente no comportamento de jovens e adultos.
 
6) Quais são as doenças causadas pelo uso do cigarro?

        O tabagismo é diretamente responsável por 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% das mortes por doença cerebrovascular. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem. Estima-se que, no Brasil, a cada ano, 200 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo, número que não pára de aumentar.
 
7) Existem outras desvantagens em ser fumante?

        Os fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os não fumantes. Têm menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual do que os não fumantes. Além disso envelhecem mais rapidamente e apresentam um aspecto físico menos atraente, pois ficam com os dentes amarelados, pele enrugada e impregnada pelo odor do fumo.
 
8) Quais são os riscos para a mulher grávida?

        A mulher grávida que fuma, além de correr o risco de abortar, tem uma maior chance de ter filho de baixo peso, menor tamanho e com defeitos congênitos. Os filhos de fumantes adoecem duas vezes mais do que os filhos de não fumantes.
 
9) E os não fumantes, como ficam nessa história?

        Basta manter um cigarro aceso para poluir um ambiente com as substâncias tóxicas da fumaça do cigarro. As pessoas passam 80% do seu tempo em ambientes fechados. Ao fim do dia, em um ambiente poluído, os não fumantes podem ter respirado o equivalente a 10 cigarros. Fumar em ambientes fechados prejudica as pessoas com quem o fumante convive: filhos, cônjuge, amigos e colegas de trabalho. Ao respirar a fumaça do cigarro, os não fumantes correm o risco de ter as mesmas doenças que o fumante.
 
10) Quais os danos ao meio ambiente?

        Florestas inteiras são devastadas para alimentar os fornos à lenha que secam as folhas do fumo antes de serem industrializadas. Para cada 300 cigarros produzidos uma árvore é queimada. Portanto, o fumante de um maço de cigarros por dia sacrifica uma árvore a cada 15 dias. Para a obtenção de safras cada vez melhores, os plantadores de fumo usam agrotóxicos em grande quantidade, causando danos à saúde dos agricultores e ao ecossistema. Além disso, filtros de cigarros atirados em lagos, rios, mares, florestas e jardins demoram 100 anos para se degradarem. Cerca de 25% de todos os incêndios são provocados por pontas de cigarros acesas, o que resulta em destruição e mortes.  
 

11) A produção de fumo gera perdas para o país?

        Segundo o Banco Mundial, o consumo do fumo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, representados por: sobrecarga do sistema de saúde com tratamento das doenças causadas pelo fumo; mortes precoces de cidadãos em idade produtiva; maior índice de aposentadoria precoce; faltas ao trabalho de 33 a 45% a mais; menor rendimento no trabalho; mais gastos com seguros; mais gastos com limpeza, manutenção de equipamentos e reposição de mobiliários; maiores perdas com incêndios; redução da qualidade de vida do fumante e de sua família.

12) O que é tabagismo passivo?

        É a inalação da fumaça de derivados do tabaco por indivíduos não fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados. A poluição decorrente da fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada de Poluição Tabagística Ambiental (PTA) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior responsável pela poluição em ambientes fechados. Hoje estima-se que o tabagismo passivo seja a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool.

13) Como o tabagismo passivo afeta a saúde?

        Os não fumantes que respiram a fumaça do tabaco têm um risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo. Quanto maior o tempo em que o não fumante fica exposto à poluição tabagística ambiental, maior a chance de adoecer. As crianças, por terem uma freqüência respiratória mais elevada, são mais atingidas, sofrendo conseqüências drásticas sobre a sua saúde, incluindo bronquite e pneumonia, desenvolvimento e exacerbação da asma e infecções do ouvido médio. 
 
14) Quais são os riscos para as crianças que convivem com fumantes em ambientes fechados ?

        As crianças, especialmente as mais novas, são muito prejudicadas quando expostas à poluição tabagística ambiental, o que ocorre freqüentmente por culpa dos pais. Um estudo da OMS, envolvendo 700 milhões de crianças que vivem com fumantes em casa (cerca de metade das crianças do mundo), mostrou que essas crianças apresentaram um aumento de incidência de pneumonia, bronquite, exacerbação de asma, infecções do ouvido médio, além de uma maior probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta. Nos casos em que a mãe é fumante, estima-se uma chance maior (70%) para infecções respiratórias e de ouvido médio do que nos casos em que a mãe não é fumante. Esta chance torna-se mais elevada (30%) se o pai é fumante, em crianças de até 1 ano de idade. A chance aumenta mais ainda (50%) caso haja mais de dois fumantes em casa, convivendo com essas crianças. (WHO, World Tobacco Day"s,2001).
 
15) A ventilação nos ambientes pode eliminar a poluição tabagística ambiental?

Não. Embora uma boa ventilação possa ajudar a diminuir a irritação nos olhos, nariz e garganta causada pela fumaça, ela não elimina seus componentes tóxicos. Quando áreas de fumantes e de não fumantes compartilham o mesmo sistema de ventilação , a fumaça se dispersa por toda a área, pois circula através das tubulações de sistemas de refrigeração central. Dessa forma, opções defendidas pela indústria, tais como separação de áreas para fumantes e não fumantes em um mesmo ambiente com um mesmo sistema ventilatório, ou mesmo o aumento da troca de ar através de um sistema especial de ventilação, não eliminam a exposição dos não fumantes. As áreas de fumantes (fumódromos) somente podem ajudar a proteger a saúde dos não fumantes quando são completamente isoladas, com sistema de ventilação separado, não permitindo que o ar poluído circule pelo prédio, e quando os funcionários não precisam passar através dessa área.

16) As imagens e frases de advertência nos maços de cigarros causam impacto?

        Espera-se que as novas advertências nos maços de cigarros reduzam a prevalência de fumantes e previnam a experimentação do produto, especialmente pelos jovens e crianças. Essa medida está inserida em um conjunto de estratégias de promoção da saúde que envolvem ações nos âmbitos educativo, legislativo e econômico, todas elas com o objetivo de reduzir a exposição da população ao tabagismo. Além dessa informação, também constam nos maços de cigarros os teores de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono e o telefone do "Disque Pare de Fumar", um serviço de orientação à população para deixar de fumar.

17) Existem números e pesquisas que comprovem que as imagens nos maços diminuem o número de fumantes?

        Sim. As pesquisas feitas sobre esse tipo de imagens nos maços demonstram que elas funcionam. No Brasil, uma pesquisa realizada em abril de 2002 pelo Instituto Data Folha, com 2.216 pessoas maiores de 18 anos em 126 municípios de todo país, revelou que:
. 70% dos entrevistados acreditam que as imagens são eficientes para evitar a iniciação ao tabagismo;
. 67% dos fumantes sentiram vontade de abandonar o fumo desde o início da veiculação das novas advertências;
. 54% mudaram de idéia sobre os malefícios causados no organismo e estão preocupados com a saúde.
        Outra pesquisa, realizada pelo serviço Disque Pare de Fumar, do Ministério da Saúde, no período de março a dezembro de 2002 com 89.305 pessoas, revelou que 62,67% consideram as imagens um ótimo serviço prestado à comunidade. Além disso, durante as comemorações do dia 27 de novembro de 2002 (Dia Nacional de Combate ao Câncer) foi realizada uma pesquisa piloto com 650 pessoas durante uma feira de saúde promovida no município do Rio de Janeiro. O estudo concluiu, dentre outros resultados, que 62% dos entrevistados consideram que as imagens de advertência estimulam as pessoas a deixar de fumar.

18) Qual o papel do Instituto Nacional de Câncer no controle do tabagismo?

        O Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o órgão do Ministério da Saúde responsável pela coordenação da política de controle do câncer e doenças relacionadas ao tabagismo no Brasil. Com esse objetivo e através da Coordenação de Prevenção e Vigilância (CONPREV) o INCA desenvolve estratégias voltadas para socializar as informações sobre o câncer, suas possibilidades de prevenção e estimular mudanças de comportamento na população que, a médio e longo prazos, contribuam para a redução da incidência e mortalidade por câncer e doenças tabaco-relacionadas no país.

Deficiência Auditiva

- Definição
        O art.70, do capítulo IX, das disposições finais do Decreto n° 5.296, de 2004 - considera  Deficiência Auditiva como a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz.

- Significado de Termos
        Hipoacusia - refere-se a uma redução na sensitividade da audição, sem qualquer alteração da qualidade de audição. O aumento da intensidade da fonte sonora, possibilita uma audição bastante adequada.
        Disacusia - Refere-se a um distúrbio na audição, expresso em qualidade e não em intensidade sonora. O aumento da intensidade da fonte sonora não garante o perfeito entendimento do significado das palavras.

- Tipos de Deficiência Auditiva:

- Deficiência Auditiva Condutiva
        Qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna(cóclea). A orelha interna tem capacidade de funcionamento normal mas não é estimulada pela vibração sonora. Esta estimulação poderá ocorrer com o aumento da intensidade do estímulo sonoro. A grande maioria das deficiências auditivas condutivas pode ser corrigida através de tratamento clínico ou cirúrgico.

- Deficiência Auditiva Sensório-Neural
         Ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Os limiares por condução óssea e por condução aérea alterados, são aproximadamente iguais. A diferenciação entre as lesões das células ciliadas da cóclea e do nervo auditivo só pode ser feita através de métodos especiais de avaliação auditiva. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível.

- Deficiência Auditiva Mista
         Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea.

- Deficiência Auditiva Central, Disfunção Auditiva Central ou Surdez Central
        Este tipo de deficiência auditiva não é, necessariamente, acompanhado de diminuição da sensitividade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central).

- Graus de severidade da deficiência Auditiva
        Os níveis de limiares utilizados para caracterizar os graus de severidade da deficiência auditiva podem ter algumas variações entre os diferentes autores. Segundo critério de Davis e Silverman, 1966:

* Audição Normal - Limiares entre 0 a 24 dB nível de audição.
* Deficiência Auditiva Leve - Limiares entre 25 a 40 dB nível de audição.
* Deficiência Auditiva Moderna - Limiares entre 41 e 70 dB nível de audição.
* Deficiência Auditiva Severa - Limiares entre 70 e 90 dB nível de audição.
* Deficiência Auditiva Profunda - Limiares acima de 90 dB.

        Indivíduos com níveis de perda auditiva leve, moderada e severa são mais freqüentemente chamados de deficientes auditivos, enquanto com níveis de perda auditiva profunda são chamados surdos.

- Causas da Deficiência Auditiva Condutiva
* Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo.
* Otite externa: infecção bacteriana da pele do conduto auditivo externo.
* Otite média : processo infeccioso e/ ou inflamatório da orelha média, que divide-se em : otite média secretora; otite média aguda; otite média crônica supurada e otite média crônica colesteatomatosa.
* Estenose ou atresia do conduto auditivo externo (redução de calibre ou ausência do conduto auditivo  externo). Atresia é geralmente uma malformação congênita e a estenose pode ser congênita ou ocorrer por trauma , agressão cirúrgica ou infecções graves.
* Miringite Bolhosa (termo miringite refere-se a inflamação da membrana timpânica) Acúmulo de fluido entre as camadas da membrana timpânica, em geral associado a infecções das vias respiratórias superiores.
* Perfurações da membrana timpânica: podem ocorrer por traumas externos, variações bruscas da pressão atmosférica ou otite média crônica supurada. A perda auditiva decorre de alterações da vibração da membrana timpânica. É variável de acordo com a extensão e localização da perfuração.
* Obstrução da tuba auditiva.
* Fissuras Palatinas.
* Otosclerose.

- Causas da Deficiência Auditiva Sensório-Neural
        Causas pré-natais: de origem hereditárias ( surdez herdada monogênica, que pode ser uma surdez isolada da orelha interna por mecanismo recessivo ou dominante ou uma síndrome com surdez); e uma surdez associada a aberrações cromossômicas  de origem não hereditárias ( causas exógenas ), que podem ser: Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes, toxoplasmose.

* Drogas ototóxicas e outras, alcoolismo materno.
* Irradiações, por exemplo Raios X.
* Toxemia, diabetes e outras doenças maternais graves.
* Causas perinatais.
* Prematuridade e/ou baixo peso ao nascimento.
* Trauma de Parto - Fator traumático/ Fator anóxico.
* Doença hemolítica do recém-nascido ( icterícia grave do recém- nascido).
* Causas pós-natais.
* Infecções - meningite, encefalite, parotidite epidêmica (caxumba ), sarampo.
* Drogas ototóxicas
* Perda auditiva induzida por ruído ( PAIR ).
* Traumas físicos que afetam o osso temporal.
 
- Fatores de Risco
        Alguns fatores que podem causar deficiência auditiva são:

* Antecedentes familiares de deficiência auditiva, levantando-se se há consangüinidade entre os pais e/ou hereditariedade.
* Infecções congênitas suspeitadas ou confirmadas através de exame sorológico e/ou clínico ( toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis ).
* Peso no nascimento inferior a 1500g e/ou crianças pequenas para a idade gestacional (PIG).
* Asfixia severa no nascimento, com Apgar entre 0-4 no primeiro minuto e 0-6 no quinto minuto.
* Hiperbilirrubinemia com índices que indiquem exanguíneo transfusão.
* Ventilação mecânica por mais de dez dias.
* Alterações crânio-faciais, incluindo as síndromes que tenham como
uma de suas características a deficiência auditiva.
* Miningite, principalmente a bacteriana.
* Uso de drogas ototóxicas por mais de cinco dias.
* Permanência em incubadora por mais de sete dias.
* Alccolismo ou uso de drogas pelos pais, antes e durante a gestação.
 
- Identificação e Diagnóstico
        O diagnóstico das deficiências de audição é realizado a partir da avaliação médica e audiológica. Em geral a primeira suspeita quanto à existência de uma alteração auditiva em crianças muito pequenas é feita pela própria família a partir da observação da ausência de reações a sons, comportamento diferente do usual (a criança que é muito quieta, dorme muito em qualquer ambiente, não se assusta com sons intensos) e, um pouco mais velha, não desenvolve linguagem. A busca pelo diagnóstico também poderá ser originada a partir dos programas de prevenção das deficiências auditivas na infância como o registro de fatores de risco e triagens auditivas.
        O profissional de saúde procurado em primeiro lugar é geralmente o pediatra, o qual encaminhará a criança ao otorrinolaringologista, quando se iniciará o diagnóstico. Este profissional fará um histórico do caso, observará o comportamento auditivo e procederá o exame físico das estruturas do ouvido, nariz e das diferentes partes da faringe. O passo seguinte é o encaminhamento para a avaliação audiológica.
        No caso de adultos, em geral a queixa de alteração auditiva é do próprio indivíduo, e, no caso de trabalhadores expostos a situações de risco para audição o encaminhamento poderá advir de programas de conservação de audição.

Deficiência Física

- Definição
        Deficiência Física - Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

- Causas
* Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.
* Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.
* Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.
* Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.
* Mal formações congênitas: por exposição à radiação; uso de drogas; causas desconhecidas.
* Artropatias: por processos inflamatórios; processos degenerativos; alterações biomecânicas; hemofilia; distúrbios metabólicos e outros.

- Fatores de Risco
* Violência urbana.
* Acidentes desportivos.
* Acidentes do trabalho.
* Tabagismo.
* Maus hábitos alimentares.
* Uso de drogas.
* Sedentarismo.
* Epidemias/endemias
* Agentes tóxicos.
* Falta de saneamento básico.

- Para fazer a identificação
* Observação quanto ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor do bebê (não firmar a cabeça, não sentar, não falar, no tempo esperado).
* Atenção para perda ou alterações dos movimentos, da força muscular ou da sensibilidade para membros superiores ou membros inferiores.
* Identificação de erros inatos do metabolismo.
* Identificação de doenças infecto-contagiosas e crônico-degenerativas.
* Controle de gestação de alto-risco.
* A identificação precoce pela família seguida de exame clínico especializado favorecem a prevenção primária e secundária e o agravamento do quadro de incapacidade.

- Exames para ter um diagnóstico correto
* Barositometria (lesados medulares).
* Avaliações Complementares por Especialidades Afins.
* Avaliação Isocinética, Eletroneuromiografia.
* Potencial Evocado.
* Urodinâmica.
* Ergoespirometria.
* Baropodometria.
* Avaliação Clínica Fisiátrica.
* Teste de Propriocepção - Reactor
* Avaliações Complementares por Equipe Multiprofissional.
* Laboratório de Análise Tridimensional do Movimento.

Deficiência Mental

- Definição
        Deficiência Mental - Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:
a) comunicação;
b) cuidado pessoal;
c) habilidades sociais;
d) utilização dos recursos da comunidade; (Redação dada pelo Decreto nº
5.296, de 2004)
e) saúde e segurança;
f) habilidades acadêmicas;
g) lazer; e
h) trabalho;
V - deficiência múltipla - associação de duas ou mais deficiências.

- Tipos
        Os indivíduos portadores de deficiência mental não são afetados da mesma forma, assim, dependendo do grau de comprometimento. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 1976, essas pessoas eram classificadas como portadoras de deficiência mental leve, moderada, severa e profunda.
        Contudo, atualmente, tende-se a não enquadrar previamente a pessoa com deficiência mental em uma categoria baseada em generalizações de comportamentos esperados para a faixa etária.
         O nível de desenvolvimento a ser alcançado pelo indivíduo irá depender não só do grau de comprometimento da deficiência mental, mas também da sua história de vida, particularmente, do apoio familiar e das oportunidades vivificadas.

- Causas e fatores de risco
        São inúmeras as causas e os fatores de risco que podem levar à instalação da deficiência mental. É importante ressaltar entretanto, que muitas vezes, mesmo utilizando sofisticados recursos diagnósticos, não se chega a definir com clareza a etiologia (causa) da deficiência mental.

A) Fatores de Risco e Causas Pré Natais: são aqueles que vão incidir desde a concepção até o início do trabalho de parto, e podem ser:
* Desnutrição materna.
* Má assistência à gestante.
* Doenças infecciosas: sífilis, rubéola, toxoplasmose, (medicamentos teratogênicos), poluição ambiental, tabagismo.
* Genéticos: alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais), ex: Síndrome de Down, Síndrome de Matin Bell, alterações gênicas, ex: erros inatos do metabolismo (fenilcetonúria), Síndrome de Williams, esclerose tuberosa, etc.

B) Fatores de Risco e Causas Periantos: os que vão incidir do início do trabalho de parto até o 30° dia de vida do bebê, e podem ser divididos em:
* Má assistência ao parto e traumas de parto.
* Hipóxia ou anóxia (oxigenação cerebral insuficiente).
* Prematuridade e baixo peso 9 PIG - Pequeno para idade Gestacional).
* Icterícia grave do recém nascido - Kernicterus (incompatibilidade RH/ABO).

C) Fatores de Risco e Causas Pós Natais: os que vão incidir do 30° dia de vida até o final da adolescência e podem ser:
* Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global.
* Infecções: meningoencefalites, sarampo, etc.
* Intoxicações exógenas (envenenamento): remédios, inseticidas, produtos químicos (chumbo, mercúrio, etc).
* Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas, etc.
* Infestações: neurocisticircose (larva da Taenia Solium).

- Identificação
* Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor (a criança demora para firmar a cabeça, sentar, andar, falar).
* Dificuldade no aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar).
* É preciso que haja vários sinais para que se suspeite de deficiência mental. Um único aspecto não pode ser considerado como indicativo de qualquer deficiência.

- Diagnóstico
        Sempre que possível o diagnóstico da deficiência mental deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta pelo menos de um assistente social, um médico e um psicólogo. Tais profissionais atuando em equipe, tem condições de avaliar o indivíduo em sua totalidade, ou seja, o assistente social através do estudo e diagnóstico familiar (dinâmica de relações, situação do deficiente na família, aspectos de aceitação ou não das dificuldades da pessoa, etc). Analisará os aspectos sócio culturais; o médico através da anamnese acurada e exame físico (recorrendo a avaliações laboratoriais ou de outras especialidades, sempre que necessário) analisará os aspectos biológicos e finalmente o psicológicos e nível de deficiência mental. Posteriormente, em reunião, todos os aspectos devem ser discutido em conjunto pelos profissionais que atenderem o caso, para as conclusões finais e diagnóstico global, bem como para a definição das condutas a serem tomadas e encaminhamentos necessários, sendo então a família chamada para as orientações devolutivas e encaminhamentos adequados.
        Acreditamos que com essa sistemática de trabalho em equipe, é bem mais fácil a orientação da família que, após entender as potencialidades do filho e suas necessidades poderá participar e cooperar nos tratamentos propostos. A participação familiar é fundamental no processo de atendimento à pessoa com deficiência mental.
        O diagnóstico de deficiência mental é muitas vezes difícil. Numerosos fatores emocionais, alterações de certas atividades nervosas superiores, como retardo específico de linguagem ou dislexia, psicoses ou baixo nível sócio econômico ou cultural podem estar na base da impossibilidade do ajustamento social adaptativo adequado, sem que haja necessariamente deficiência mental. Estes fatores devem ser levados em conta e portanto adequadamente diagnosticados quando uma criança suspeita de ter uma deficiência mental é submetida à avaliação de sua capacidade intelectual permitindo a avaliação das possibilidades de inserção social da criança e orientando a abordagem terapêutica e educacional.

- Prognóstico
        Todo o investimento em programas de estimulação precoce, pedagogia e ocupacionais(profissionalizantes ou não) visa sempre o pleno desenvolvimento do potencial apresentado pelo indivíduo e a inserção social do mesmo a sua comunidade. Quanto maior for a integração social da pessoa tanto maiores serão as suas oportunidades de aceitação e inclusão na sociedade.

Deficiência Visual

- Definição
        Deficiência Visual - Cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

- Causas
        De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.
* Causas congênitas: amaurose congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita.
* Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

- Fatores de risco
* Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por exemplo glaucoma.
* Histórico pessoal de diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla.
* Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.
* Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade.
* Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda elétrica).
* Não imunização contra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.

- Identificação
        Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixo aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borramento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca nos olhos, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis.
        Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

- Diagnóstico
        Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

Hipertensão Arterial 

- O que é Hipertensão Arterial?
        Hipertensão Arterial ou "Pressão Alta" significa que a pressão dentro das artérias de uma pessoa subiu a valores elevados e permanecem altos. Consideramos hoje, que o nível de pressão máxima maior do que 140 mmHg ou pressão mínima maior do que 90 mmHg indicam "pressão alta".
        A hipertensão arterial atinge mais de 30 % da população adulta, em plena fase produtiva, principalmente acima dos 30 anos de idade. Embora exista uma influência de fatores hereditários (familiares) na elevação da pressão arterial, sabemos que condições de vida contribuem para esta elevação - baixa escolaridade, desemprego, baixos salários etc., assim como o estilo de vida - comer muito sal, ser "estressado", estar acima do peso, não fazer exercícios e ingerir bebida alcoólica em excesso.
 
- A Hipertensão Arterial é perigosa?
        Esta doença é perigosa porque freqüentemente não causa sintomas, mas pode acarretar conseqüências graves para o indivíduo como: acidente vascular cerebral (derrame cerebral), infarto do miocárdio (insuficiência do coração), insuficiência renal ou ainda obstrução das artérias que levam o sangue para as pernas, se não for diagnosticada e tratada adequadamente.
        Todas as pessoas, mesmo que não sintam nada, devem verificar sua pressão arterial no Posto de Saúde pelo menos uma vez por ano.

- Sempre são necessários remédios para tratar a Hipertensão Arterial?
         Não. Há uma série de medidas que podemos adotar para mudar nosso estilo de vida, que contribuem para o controle da hipertensão arterial, como: uma alimentação saudável e atividade física para reduzir o peso, diminuir a ingestão de sal e de bebidas alcoólicas e participar de atividades que o ajudem a lidar com o estresse. A prescrição de medicamentos é feita quando essas medidas não são suficientes para reduzir a pressão ou quando a pessoa apresenta outros fatores de risco que agravam as conseqüências de uma pressão não controlada como: tabagismo, diabetes, colesterol muito elevado e história familiar de infarto ou derrame precoces.

- O que é considerado um consumo alto de sal?
        Menos que uma colher de café de sal de cozinha (cloreto de sódio), cerca de 2,5 g são suficientes para nos mantermos saudáveis, mas o fato é que, uma quantidade muito acima, quase 4 vezes maior, é usada normalmente para temperar os alimentos. As pessoas acham que o sal deixa a comida mais gostosa, mas é apenas uma questão de hábito, vamos nos acostumando com o paladar mais salgado dos alimentos.
        Algumas pessoas têm a pressão arterial mais sensível ao sal do que outras, mas de um modo geral, recomenda-se a todos, hipertensos ou não, comerem pouco sal.

Dicas: para comer pouco sal cozinhe o alimemto sem sal ou com pouco sal, experimentando outros temperos; não coloque o saleiro na mesa, evite alimentos industrializados, como os alimentos em conserva, os enlatados, defumados, embutidos (frios, salsichas, lingüiças) e os ressecados.
        Para ter uma idéia de quanto você come de sal por dia, saiba quanto dura um pacote de 1 quilo de sal em sua casa e divida pelo número de dias e pelo número de pessoas que moram nela. Exemplo: 1 quilo de sal (1000g) dura um mês na casa onde moram 4 pessoas. Teremos então: 1000(1 quilo) ÷ 30(dias) ÷ 4 (pessoas) = 8,3 g/dia para cada pessoa, o que está bem acima do necessário (2,5 g/dia).

Câncer de Colo do Útero e de Mama

        O Instituto Nacional de Câncer, em suas estimativas anuais, vem identificando o câncer do colo do útero e o câncer de mama como os tipos de câncer mais freqüentes entre as mulheres brasileiras, o mesmo sendo evidenciado em relação a estas doenças como causa de óbito.
        As características biológicas do câncer do colo do útero, e a existência de um método de exame simples, barato, seguro e aceitável pela população feminina para a sua detecção precoce, o exame citopatológico (Papanicolaou), permitem que essa doença apresente um elevado potencial de prevenção e cura.
 
- Câncer de colo do útero:
        No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de desenvolvimento do país.

- Fatores de riso:
        Os principais fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero são: fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), poucos hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais.
        Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 99% dos casos de câncer do colo do útero.
        Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o rastreamento através do exame preventivo. Sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco.
        O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde treinado adequadamente. Ele consiste na coleta de material para exame na parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo do útero. O material coletado é afixado em lâmina de vidro, corado pelo método de Papanicolaou e, então examinado ao microscópio.
        A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame e não submeter-se ao exame durante o período menstrual.
       Toda a mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade. Inicialmente, o exame deve ser feito a cada ano.
        Quando não se faz prevenção e o câncer do colo do útero não é diagnosticado em fase inicial, ele progredirá, ocasionando sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero já localmente invasivo são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação.
        Só um profissional de saúde pode avaliar adequadamente cada caso e fazer a indicação de um tratamento adequado.

- Câncer de Mama
        O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
        No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. No Rio de Janeiro, os números estimados são de 6.770 casos novos por ano, acarretando aproximadamente 1.560 óbitos.
 
- Sintomas e fatores de risco
        O sintoma do câncer de mama já localmente detectável ao exame físico é o aparecimento de nódulo ou caroço no seio, com ou sem irritação e dor no local.
        As causas de câncer de mama são ainda desconhecidas. O histórico familiar constitui o fator de risco mais importante, especialmente se o câncer ocorreu na mãe ou em irmã, se foi bilateral e se desenvolveu antes da menopausa. Outro fator de risco que está relacionado a este câncer é a menopausa tardia (além dos 50 anos, em média) que está associada a uma maior incidência, assim como a primeira gravidez após os 30 anos de idade. Outro fator de risco é a ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, e o tabagismo, que geram um aumento do risco de câncer de mama.
        As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.
        O exame clínico, quando realizado por um médico ou enfermeiro treinado, é capaz de detectar tumores superficiais de pequeno volume (1cm). Ele deve ser realizado anualmente, e o médico indicará a necessidade de mamografia.
        O auto-exame das mamas visa estimular o cuidado da mulher com o seu próprio corpo e deve ser realizado regularmente no período entre os exames clínicos das mamas. A melhor época é uma semana após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais o auto-exame deve ser feito em um mesmo dia de cada
mês à sua livre escolha, como por exemplo todo dia 15.   

         As mulheres devem estar alertas para as seguintes observações:
* As mamas nem sempre são rigorosamente iguais.
* O auto-exame não substitui o exame clínico de rotina, que deve ser anual para mulheres acima de 50 anos de idade.
* A presença de um nódulo mamário não é obrigatoriamente indicadora de neoplasia (câncer).
* Em 90% dos casos é a própria mulher quem descobre alterações em sua mama.
        
        O rastreamento do câncer de mama feito pela mamografia, com periodicidade de um a três anos, reduz significativamente a mortalidade em mulheres de 50 a 70 anos. As mulheres nesta faixa etária devem submeter-se ao exame anual ou semestral, sendo a mamografia indicada em casos suspeitos e de alto risco.

 
 

Drogas

        As sociedades, através dos tempos, conheceram e usaram inúmeras substâncias encontradas na natureza que permitiram modificar o comportamento humano alterando o humor, as percepções e sensações, sendo empregadas em rituais religiosos e festividades. Em muitos casos, as drogas eram usadas com finalidades curativas e relaxantes. Muitas dessas substâncias, no entanto, levam a que seu usuário sempre corra o risco de ficar dependente, mesmo quando seu uso tenha finalidades medicinais.
        A dependência é caracterizada pela necessidade incontrolável de consumir uma substância de forma compulsiva, apesar dos problemas significativos que podem surgir, sejam eles físicos, emocionais, sociais, financeiros, etc. As drogas naturais ou sintéticas (produzidas pelo homem), ao penetrarem no organismo, sob qualquer forma - ingeridas, injetadas, inaladas ou absorvidas pela pele - entram diretamente na corrente sangüínea, atingem o cérebro, afetando o seu equilíbrio e fazendo com que seu usuário se sinta "diferente". Essa "sensação", inicialmente prazerosa, leva o indivíduo a buscar o consumo repetitivo, quando então ele "cai na armadilha": precisa de uma quantidade cada vez maior e com maior freqüência, para sentir os mesmos efeitos.
  
- Fique atento!
Sintomas de usuários de Drogas:
* mudança de humor e personalidade;
* mudança de interesses e de amigos;
* dificuldade de comunicação;
* deterioração física e mental.

- Como evitar
* fugir da influência de "amigos" usuários;
* aprender tudo sobre drogas;
* sobretudo, não começar;
* buscar "socorro", ao primeiro sinal de perigo, afinal é a sua vida que está em jogo.

Cuidados para conservar o valor nutritivo dos alimentos

- Evite picar e dividir muito os vegetais antes de cozinhá-los para impedir a perda de vitaminas;
- Cozinhe as hortaliças com casca e pouca água, sempre que possível. A água do cozimento pode ser aproveitada para sopas, macarrão, arroz, feijão etc;
- Prepare sucos, frutas e saladas momentos antes de serem consumidos;
- Prefira legumes, sucos e frutas da época. São mais nutritivos, frescos e baratos!
- Talos, folhas e cascas são ricos em vitaminas e fibras. Depois de bem lavados, podem ser utilizados em farofas, omeletes, recheios, sopas, bolinhos, feijão etc.

Cuidados com a higiene pessoal e dos alimentos

- Lave sempre as mãos antes das refeições e antes e depois de preparar alimentos. Evite contaminação;
- Todos os utensílios utilizados para preparar os alimentos devem estar limpos com água e sabão (fogão, mesa, geladeira, facas, garfos, panelas, pia e panos de prato);
- Ao fazer as refeições em restaurantes, bares e lanchonetes, observe a limpeza do ambiente, dos funcionários, dos equipamentos e utensílios.
- Não coma carnes, peixes ou ovos crus. Cozinhe-os completamente!
- Consuma apenas leite pasteurizado e fervido.
- Não corte carnes e vegetais ao mesmo tempo para evitar contaminação entre os alimentos. Após o corte da carne ou dos vegetais, lave bem a tábua antes de cortar ou manipular o próximo alimento.
- Hortaliças e frutas devem ser lavadas em água corrente abundante e depois deixadas de molho por trinta (30) minutos em 1 litro de água tratada ou fervida com 1 colher de sopa de água sanitária (ou 2 gotas de hipoclorito de sódio). Escorra a água. Lave com água tratada ou filtrada.
- Frutas, hortaliças e legumes devem ser guardados na geladeira, assim como ovos, leite, iogurtes e queijos.
- As carnes, quando não consumidas no mesmo dia da compra, devem ser guardadas no congelador.Uma vez descongeladas, não podem voltar ao congelador, exceto se forem cozidas.
        A alimentação deve ser uma atividade prazerosa. Procure desfrutá-la em companhia da família ou amigos, evitando fazer refeições sozinho.
       O ideal é procurar evitar ao máximo o estresse, depressão, solidão e isolamento. Você deve se alimentar em períodos regulares, várias vezes ao dia, mesmo que se encontre sem apetite.
        O ideal é fazer diariamente 3 refeições principais e 3 pequenos lanches nos intervalos. Procure optar por uma alimentação saudável, variada e saborosa. Consuma frutas, legumes e verduras todos os dias. Você deve preferir as que estejam em seu período de safra, pois preservam as vitaminas e minerais. Usufrua esses alimentos de maneira racional, buscando o máximo aproveitamento das vitaminas e minerais.
       O ideal é procurar se alimentar de carnes, ovos e peixe pelo menos uma vez ao dia. As proteínas são importantes na manutenção da saúde. Consuma fibras e alimentos integrais, pois são ricos em vitaminas do complexo B e minerais. O ideal é substituir as farinhas refinadas e arroz polido por produtos integrais, pois preservam melhor os nutrientes. Assim como arroz e pães integrais, os grãos como feijões, grão de bico, frutas, verduras e legumes são ótimas fontes de fibras. Reduza o açúcar refinado na alimentação. Prefira usar o açúcar mascavo, mel ou adoçante (exceto gestantes), quando se fizer necessário. Reduza o sal.
        O ideal é usar ervas e temperos para realçar o sabor dos alimentos. Evite usar gorduras animais. Preferir usar azeite ou óleo vegetal na alimentação e para temperar salada. Beber pelo menos 2 litros de água por dia. Procure não fazer uso de bebidas alcoólicas, fumo ou drogas de qualquer tipo, pois podem prejudicar a saúde como um todo e dificultar a ação dos medicamentos de tratamento da aids.

Direitos sexuais e direitos reprodutivos

        São direitos humanos reconhecidos em leis nacionais e documentos internacionais.
        Os direitos humanos são fundamentais para que a pessoa desenvolva e participe plenamente da vida, entre eles está o direito: à vida, à saúde, à moradia, à educação, ao afeto e à livre expressão da sexualidade.

Direitos reprodutivos:

- Direito das pessoas decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Esta opção não pode ser determinada ou influenciada pelo Estado ou por políticas de controle populacional;
- Direito a informações, meios e técnicas para ter ou não ter filhos. O direito à informação é importante instrumento e refere-se ao direito da pessoa saber o que acontece como seu corpo, e mesmo, os riscos inerentes aos procedimentos e ou tratamentos eventualmente propostos para que possa exercer, com segurança e de forma autônoma, suas escolhas;
- Direito a exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência.

O que é planejamento familiar?

        É um conjunto de ações em que se oferecem todos os recursos tanto para auxiliar a ter filhos (concepção), quanto para prevenir uma gravidez indesejada (anticoncepção).
        Os recursos utilizados devem ser cientificamente aceitos e não colocar em risco a vida e a saúde das pessoas, com garantia de liberdade de escolha.
        O planejamento familiar é um direito sexual e reprodutivo e assegura a livre decisão da pessoa sobre ter ou não ter filhos. Não pode haver imposição sobre o número de filhos e o uso de métodos anticoncepcionais.
        É um direito assegurado na Constituição Federal e na Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, que regulamenta o planejamento familiar.

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