- Abelha
 

 
Nome comum

   Abelha

Parentesco

   Possui grau de parentesco com as vespas e formigas.

Origem

    Recentemente um fóssil (Meliponinae) de 80 milhões de anos (Cretáceo) encontrado em âmbar na América do Norte (New Jersey) indica que as abelhas devam ter surgido há pelo menos 120 milhões de anos; evidências de que plantas eram polinizadas por abelhas estão datadas do início do Terciário, o que reforça a idéia sobre o tempo de surgimento das abelhas.
    Porém, pela relativa escassez de registros fósseis, a história evolutiva das abelhas é de difícil determinação, tendo um grande grau de subjetividade.


Distribuição

   Diferentemente de outros organismos, onde a maior abundância e diversidade encontra-se nas regiões tropicais, as abelhas são melhores representadas nas regiões secas do globo.
    A melhor explicação para isso é que muitas abelhas estocam seu alimento (pólen e néctar) em células escavadas no solo e com apenas uma fina camada de cera ou "celofane", secretada pela abelha, revestindo-as.
    Em ambientes úmidos a perda de alimento por ataque de fungos é significativa e pode ser catastrófica. Assim, os grupos com maior sucesso em áreas úmidas são aqueles em que as abelhas não constroem ninhos rasos no solo.

Anatomia

- Pernas: A abelha, como todo inseto, tem três pares de patas. Utiliza o primeiro para limpar as antenas, protegendo-as da poeira. O segundo serve de apoio para o seu corpo e o terceiro par é chamado de patas coletadas, serve para mover pólen.

- Língua: A língua move-se num canal formado pelas maxilas e os palpos labiais, terminando num tufo de pêlos que, como uma esponja, absorve o néctar da flor.

- Mandíbula e maxilar: São órgãos responsáveis por amassar as escamas de cera que a abelha expele do abdômen, utilizadas depois para construir os favos. Têm também a função de abrir as anteras das flores para extrair o pólen; varrer a colméia; e mutilar os inimigos.

- Antenas: Órgãos do olfato e do tato são extremamente sensíveis. As abelhas, farejando com as antenas na escuridão, são capazes de construir favos perfeitamente geométricos.

- Ferrão: O ferrão serve para injetar o veneno no corpo do inimigo. Na fuga a abelha operária, quase sempre, deixa o ferrão na vítima, morrendo um ou dois dias depois por isso.

- Órgãos da visão: Possui olhos compostos que são dois grandes olhos localizados na parte lateral da cabeça.
   São formados por estruturas menores denominadas omatídeos, cujo número varia de acordo com a casta, sendo bem mais numerosos nos zangões do que em operárias e rainhas.
   Possuem função de percepção de luz, cores e movimentos.
   As abelhas não conseguem perceber a cor vermelha, mas podem perceber ultravioleta, azul-violeta, azul, verde, amarelo e laranja.
   Os olhos compostos - um de cada lado da cabeça de superfície hexagonal, permite uma visão panorâmica dos objetos afastados, aumentando-os 60 vezes.
    Os olhos simples ou ocelos são estruturas menores, em número de três, localizadas na região frontal da cabeça formando um triângulo. Não formam imagens. Têm como função detectar a intensidade luminosa.

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- Abdômen e tórax: São os órgãos que contém os aparelhos: digestivo (tubo faringiano, o esôfago e o estômago ou papo); o circulatório e o respiratório. Há ainda os estigmas (orifícios por onde respiram os insetos.); o aparelho de reprodução masculino (os órgãos sexuais masculinos terminam na face dorsal do penúltimo anel da crosta) e o feminino (um par de ovários, um oviduto e um receptáculo seminal).

- Órgãos da visão: Possui olhos compostos que são dois grandes olhos localizados na parte lateral da cabeça. São formados por estruturas menores denominadas omatídeos, cujo número varia de acordo com a casta, sendo bem mais numerosos nos zangões do que em operárias e rainhas. As abelhas não conseguem perceber a cor vermelha, mas podem perceber ultravioleta, azul-violeta, azul, verde, amarelo e laranja.
    Os olhos compostos - um de cada lado da cabeça de superfície hexagonal, permite uma visão panorâmica dos objetos afastados, aumentando-os 60 vezes.
    Os olhos simples ou ocelos são estruturas menores, em número de três, localizadas na região frontal da cabeça formando um triângulo. Não formam imagens. Têm como função detectar a intensidade luminosa.

- Asas: As asas são formadas por duas membranas superpostas, reforçadas por nervuras ramificadas.  Os pares de trás são menores e munidos de ganchinhos, com os quais a abelha, durante o vôo, prende as duas asas formando uma só.

Tempo de Vida

   O tempo de vida varia: a rainha vive em média de 2 a 5 anos, o zangão cerca de 80 dias e as operárias de 32 a 45 dias.

Ciclo de Vida

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   As abelhas sofrem metamorfose completa, isto é, passam pelas seguintes fases:
- Ovo: após três dias da postura nascerá a larva;
- Larva: será alimentada pelas obreiras até o oitavo dia quando o alvéolo será fechado pelas obreiras e a larva começará a tecer o casulo;
- Pré-pupa: inicia-se o processo de metamorfose;
- Pupa: até o vigésimo dia sofrerá o processo de metamorfose;
- Abelha adulta: no vigésimo primeiro dia nasce finalmente a abelha já em sua forma definitiva.

Reprodução

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   Após ser fecundado pelo zangão, o espermatozóide ficam guardados em uma câmara chamada espermoteca e serão utilizados pela vida toda da rainha, podendo colocar até 2 mil ovos por dia na época das floradas.
   Ao colocarem os ovos nas células menores, eles são fecundados e deste processo se originarão as fêmeas, podendo nascer operárias (fêmeas estéreis) e novas rainhas, o que vai depender do tipo de alimentação que a larva recebe.
   Quando ocorre da rainha depositar os ovos numa célula maior, eles não serão fecundados pelos espermatozóides e darão origem a machos. Esta reprodução é chamada de assexuado ou partenogênese que é muito comum entre os insetos.

Comportamento e/ou Características

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   Inseto laborioso, disciplinado, a abelha convive num sistema de extraordinária organização: em cada colméia existem cerca de 80.000 abelhas e cada colônia é constituída por uma única rainha, centenas de zangões e milhares de operárias.

- Zangão: é o macho da colméia. São responsáveis pela fecundação da rainha. Por ser o único a ter livre acesso a qualquer colméia, é o grande propagador de doenças entre as colméias. Vive até fecundar a rainha ou quando a colméia tiver suprimentos em demasia.
   Depois que fecunda a rainha seus órgãos genitais juntamente com seu intestino, ficam presos à rainha. Se tiver sorte, viverá ainda por um ou dois dias.

- Operárias: É responsável pela limpeza dos alvéolos e da colméia, alimentação das larvas, construção e reparos dos favos, defesa da colméia contra os possíveis inimigos, aquecimento e ventilação do ambiente interno quando necessário e coleta das substâncias necessárias (pólen, água, néctar, própole) para a colméia.

- Rainha:É Responsável pela colocação de ovos e pela união e harmonia da colméia. Só há uma rainha em cada colméia.
   Quando nasce uma rainha, a primeira coisa que ela faz é destruir as outras realeiras (cápsula especial formada pelas operárias, onde se encontram em desenvolvimento as futuras rainhas).
   Se por ventura nascerem duas ou mais rainhas ao mesmo tempo, elas brigam até morrer, podem também se tolerar desde que sejam todas virgens. Não coletam pólen nem néctar, também não fazem mel, geléia real e muito menos cera.

Inimigos Naturais

    São muitos e variados indo desde outras espécies de abelhas até o homem que destrói seus habitats naturais ou retira as fontes florais de que elas tanto dependem.

Hábito

abelha    abelha

   As abelhas podem ser consideradas de acordo com seus hábitos, ou outras conveniências, em três categorias: sociais, solitárias e parasitas.

   Abelhas sociais – são as que vivem em enxames, isto é, em grande número de indivíduos no mesmo ninho, e onde haja divisão de trabalho e separação de castas. As castas são os membros da colméia, normalmente uma rainha, zangão e operárias.

   Embora sejam a minoria dentre as várias espécies, trazem em si o que realmente caracteriza a essência do reino das abelhas.

   Abelhas solitárias - são as que vivem sozinhas e morrem antes que seus filhos atinjam a fase adulta. Constroem ninhos no chão, em fendas de pedras e árvores, em madeira podre ou em ninhos abandonados de outros insetos.
   Normalmente as fêmeas fecundadas preparam cuidadosamente o ninho, suprem cada célula com uma quantidade adequada de alimento preparado à base de pólen e mel, e colocam o ovo sobre essa camada de alimento. Então fecham cada célula, fecham o ninho por fora e vão embora.

Abelhas parasitas – É uma única abelha, que parasita outra abelha e utiliza-se apenas do trabalho e do alimento que o hospedeiro armazenou. Na maioria dos casos, o parasita invade os ninhos, coloca seus ovos nas células já prontas pelo hospedeiro e deixa que seus filhos se desenvolvam aos cuidados deste.
    Em alguns casos, o parasita passa a conviver com o hospedeiro e pode, até mesmo, desenvolver algum tipo de trabalho em conjunto.

Alimentação

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    As abelhas encontram comida da mesma forma que outros animais, por meio de informações sensoriais e de uma percepção das características dos ambientes. As abelhas têm um olfato apurado elas conseguem recordar e reconhecer padrões, como as cores-padrão que provavelmente estão perto de bons alimentos.
   Elas também podem reconhecer a simetria, uma característica que os cientistas costumam associar com formas de vida mais inteligentes. Todas essas habilidades ajudam a abelha a encontrar e reconhecer as flores, que produzem o pólen usado pelas abelhas como proteína e o néctar, usado como energia.

   As abelhas ao encontrar o alimento (abelhas campeiras), leva-o para a colméia para que as abelhas que lá estão, descarreguem o pólen e o néctar e os armazenem nos alvéolos da colméia. Cabe a essas operárias determinar quando a colméia tem a quantidade suficiente de um tipo de comida ou material de construção e informar às abelhas que estão buscando o alimento.

   Elas fazem isso mudando a maneira como aceitam o material. Se elas aceitam com entusiasmo, as campeiras sabem que a colméia precisa de mais. Se as operárias, porém, não estiverem animadas para descarregar o material, as campeiras sabem que a colméia já tem o suficiente. Para conservar espaço e preservar a comida, as abelhas transformam o néctar em mel, esse processo oferece ao mel algumas propriedades únicas.

   Em épocas de escassez de néctar, algumas vezes elas invadem residências, confeitarias, panificadoras e outros locais à procura de açúcar; mas são inofensivas, não aplicam ferroadas a menos que alguém as apalpe, esmague ou tente afugentá-las com movimentos bruscos. Nestes casos é comum avistarmos uma abelha e depois várias delas. Este fato ocorre porque quando uma abelha descobre uma fonte de alimento, avisa as outras na colméia.

   Nesta situação recomenda-se retirar o alimento do local ou impedir o acesso das abelhas ao mesmo. A presença de algumas abelhas sobrevoando o local não representa um fator de risco para as pessoas e nem indica presença de colméia próxima deste local, já que as abelhas podem percorrer uma distância média de 2 km a procura de alimento.

Abrigo

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   O local em que as abelhas habitam é chamado de Colméia.
   Conhece-se hoje, mais de 300 tipos diferentes de colméia que variam em função de adaptação climática, manejo, etc., mas todas elas, apresentam a mesma constituição básica: um fundo, um assoalho, um ninho (que é compartimento reservado ao desenvolvimento da família), a melgueira (compartimento onde é armazenado o mel), os quadros (nos quais são moldados os favos de mel ou de cria) e uma tampa (que reveste toda a colméia).
    Todas estas peças: assoalho, ninho, melgueiras, quadros e tampa são móveis, esse sistema permite que a colméia receba mais melgueiras na época de floradas abundantes, aumentando a produção de mel e por outro lado, seja reduzida nos períodos de dificuldade (outono ou inverno).

Locomoção

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    A locomoção das abelhas se dá basicamente com as asas. Isto permite com que ela, de maneira mais eficiente, possa ter melhor sucesso na coleta de alimento, uma vez que assim ela pode não só acessar flores localizadas em locais de difícil acesso, como também visitar maior número de flores em um menor espaço de tempo.

   Experimentos mostram que uma abelha gasta muito mais energia andando do que voando, por isso este tipo de locomoção é requerido. O uso das pernas se dá mais para a abelha se deslocar na flor a qual está visitando como também para se deslocar no interior da colméia.

   Para que a abelha faça uso das asas ela tem que movimentar (contrair e distender) alguns músculos importantes do tórax. Estes músculos possibilitam que as asas subam e desçam em relação a um plano horizontal e, simultaneamente, faça uma torção para frente e para trás desenhando um oito imaginário no espaço.

   As abelhas são dotadas de processo de orientação excepcional, que é baseado, principalmente, tendo o sol como referência. As abelhas utilizam o mesmo sistema de orientação, para guiar suas companheiras em relação às fontes de alimentos recém-descobertas. Para que a abelha faça uso das asas ela tem que movimentar (contrair e distender) alguns músculos importantes do tórax.

Principais Espácies

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   Existem cerca de 20.000 espécies de abelhas e as que mais prestam para a polinização, ajudando enormemente a agricultura, produção de mel, geléia real, cera, própolis e pólen, são as abelhas pertencentes ao gênero Apis. As mais conhecidas são as comumente denominadas:

- Abelha Européia ou africanizada - Apis mellifera;

   Mistura da abelha africana com a européia, a abelha-européia (Apis mellifera) é uma abelha social, de origem européia, cujas operárias medem de 12 mm a 13 mm de comprimento e apresentam pêlos do tórax mais escuros.

   Introduzida no Brasil em 1839, para suprir apiários na produção de mel e cera. Também é chamada de abelha-alemã, abelha-comum, abelha-da-europa, abelha-de-mel, abelha-doméstica, abelha-do-reino, abelha-escura, abelha-europa e abelha-preta. Mel, pólen, própolis e um exemplo de organização social são o que as abelhas generosamente oferecem ao homem.

   A abelha comum ocidental, a Apis mellifera, é originária da Ásia e da Europa e foi introduzida na América por ingleses e espanhóis. Vive em colônias permanentes, formadas por uma rainha (no máximo duas, excepcionalmente), abelhas operárias (entre 10 mil e 15 mil), e entre 500 e 1.500 zangões, ou machos. As fêmeas diferenciam-se dos zangões (machos), pois estas possuem ferrão. As abelhas vivem em colméias, que podem ser artificiais ou naturais. Em seu interior, as operárias usam cera para construir os favos (formados por células em forma de prisma hexagonal), onde armazenam mel e pólen para alimentar tanto as larvas como os insetos adultos.

                A rainha ocupa-se exclusivamente em colocar ovos: cerca de 3 mil por dia. Quando uma colméia necessita de uma fêmea fecunda, as obreiras constroem um alvéolo maior e nele são depositados todos os ovos fecundados. As larvas desses ovos recebem uma alimentação especial e convertem-se em rainhas. Como em cada comunidade só pode viver uma rainha, gera-se uma "disputa pelo poder" sendo as vencidas expulsas da colméia.

    Os zangões são os elementos improdutivos da colônia e a sua única função é fecundar a rainha.  Normalmente, todos os anos cada colônia libera um ou mais enxames sempre contendo uma rainha que se instala noutro lugar, com abundância de flores, fundando uma nova colônia. É assim que a espécie se propaga.

-Mamangabas – Bombus sp.

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                                                Mamangaba, abelhão, besouro - mangangá, marimbondo-manganga, ou ainda vespa-de-rodeio é uma designação comum às abelhas do gênero Bombus, de ampla distribuição no Brasil.
   Possuem abdome largo e piloso, geralmente de coloração negra e amarela. Medem por volta de 3 cm de comprimento. Essas abelhas podem ser solitárias ou, em certas épocas do ano, sociais. São grandes, peludas e emitem um zumbido alto ao voar. Elas têm grande importância na polinização de muitas plantas.

    Uma mamangaba raramente pica, a não ser que seja provocada; caso ocorra, sua picada dói muito. As mamangabas geralmente fazem ninhos em ocos de árvores ou no solo, podendo também fazer ninhos debaixo do piso de casas ou nos jardins. Esse pode ser um problema, pois, pela sua importância na polinização de varias plantas, é proibida sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha.

- Abelhas indígenas (não tem ferrão) - irapuá, jataí, mandaçaia, entre outras.

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    As abelhas nativas sem ferrão alcançam mais de 300 espécies e são conhecidas no meio científico como Meliponíneos. Pertencem à ordem Hymenóptera, à sub-família Meliponinae, agrupadas em três tribos: Meliponini, Trigonini e Lestrimelitini.
   As abelhas sem ferrão brasileiras constituem-se nos polinizadores principais de 90% das árvores brasileiras, algumas das quais dependem exclusivamente destes insetos. As espécies possuem tamanhos, formas, coloração e hábitos os mais diversos. Dependendo de cada espécie, os ninhos contêm de 500 a 80.000 indivíduos.

   Ao se movimentar sobre as flores em busca do pólen, as abelhas promovem a fertilização das plantas, assegurando a sua multiplicação e perpetuação. Grande parte dos vegetais presentes no Brasil dependem exclusivamente da polinização realizada por estas espécies de abelhas sem ferrão. Como muitas dessas espécies produzem mel saboroso, é muito grande a procura pelos próprios meleiros, que retiram o mel destruindo a colméia, assim contribuindo para a extinção dessas abelhas em algumas regiões. As abelhas sem ferrão, assim chamadas por apresentarem este instrumento de defesa atrofiado, são verdadeiramente insetos sociais.

    As colônias possuem uma rainha-mãe, várias gerações de operárias, além dos machos dependendo da condição geral da população. Os ninhos dessas abelhas são encontrados, de acordo com a espécie, em locais bastante diversos, havendo aquelas que constroem ninhos subterrâneos, dentro de cavidades preexistentes, formigueiros abandonados, entre raízes de árvores etc.

Utilidades

   As abelhas são, sem dúvida, os insetos de maior utilidade para o homem. Elas vivem em sociedade, são extremamente organizadas e produtivas. Além de produtora de alimentos, de ser o principal agente polinizador das flores, aumentando a produção de frutos e sementes, a abelha é uma educadora.
    Todas as pessoas, desde crianças até os idosos devem aprender a lidar com as abelhas ou ao menos entender um pouco como vive esta sociedade, deste modo, as pessoas aprendem a se organizar e a trabalhar em cooperativismo, como elas fazem.

   São Insetos Sociais, porque conseguiram atingir certo grau de desenvolvimento, agrupando-se em comunidades, nas quais existe nítida distribuição dos trabalhos e responsabilidade entre os indivíduos. Todos contribuindo para um fim comum: a sobrevivência do grupo. É responsável pela polinização, que é o transporte do pólen dos estames de uma flor até a parte feminina de outra; obtendo assim, as sementes que produzirão uma nova planta. Em alguns casos, o pólen é transportado pelo vento, mas há plantas que dependem dos animais, especialmente insetos, para que ocorra a polinização. As abelhas são um dos insetos polinizadores mais importantes, já que visitam muitas flores.

                Quando pousam sobre uma flor, seu corpo fica coberto de pólen e, ao visitar a flor seguinte, parte do pólen se desprende, polinizando a planta.  As abelhas são muito importantes para a agricultura. Muitas plantas que cultivamos, e, sobretudo as árvores frutíferas (ex: macieira) dependem dos insetos para sua polinização. Algumas vezes, até colméias artificiais são instaladas perto das plantações para favorecer a fecundação e, deste modo, contribuir para a obtenção de uma colheita mais rica e abundante.

    As abelhas, porém, fazem a polinização das flores e ainda nos fornecem cera, geléia real, mel, pólen e própolis. Todos os produtos são muito aproveitados como alimento natural, energético e nutritivo ou com finalidades medicinais de prevenção e cura, alguns atuam como antibiótico.

Mecanismos de Defesa

abelha   abelha

   A abelha tem como forma de defesa a ferroada, mas nem todas as abelhas possuem ferrão. Existem alguns grupos, como as abelhas indígenas sem ferrão, e outras espécies de abelhas não sociais, que não ferroam porque possuem o ferrão atrofiado.
   As abelhas ferroam porque se sentem ameaçadas na colméia com a proximidade de um intruso, ou porque são importunadas, ou porque estão irritadas com as condições às quais estão submetidas como falta d'água, falta de alimento, calor excessivo, etc. Ou seja: as abelhas não ferroam sem motivo.

O ferrão se localiza na extremidade do abdome e sua origem evolutiva está ligada a seu papel como guia no processo de postura dos ovos. Ou seja, o ferrão não é nada mais do que um ovipositor modificado dos insetos. Portanto, somente as fêmeas (rainhas e operárias) possuem o ferrão. Os machos (ou zangões) não ferroam.
   Muitos já experimentaram uma dolorida ferroada, a dor está associada ao efeito perfurante e, principalmente, ao efeito do veneno que é injetado. Como o ferrão se localiza na extremidade do abdome a abelha tem que curvá-lo para frente para conseguir inserir o ferrão e injetar o veneno. Para isto, seu papo, onde ela transporta o mel, deve estar vazio. Estando cheio o papo, ela teria que se desfazer de seu precioso líquido para conseguir ferroar.

    É por esta razão que os apicultores utilizam como artifício para manejar uma colônia a fumaça produzida por meio de um aparelho chamado fumegador. Esta fumaça, colocada na entrada da colméia antes do manejo estimula as operárias a encherem os papos com mel. Para elas, a fumaça prenuncia um incêndio e, como reação natural, enchem os papos de mel para abandonarem o local, levando o tão precioso líquido. Estando com os papos cheios, o apicultor pode trabalhar sossegado, sem se preocupar com ferroadas.  

   Numa ferroada, a operária morre porque perde o aparelho de ferrão e parte de seus intestinos.  Isto porque como o ferrão é serrilhado ele se agarra na pele flexível  das pessoas quando ferroadas.
   Uma parte das abelhas de uma colméia, em determinadas condições (colméia muito populosa, por exemplo), pode abandonar sua morada à procura de novo abrigo e constituem o que se denomina de enxame viajante.

    Algumas operárias ficam voando à procura de abrigo definitivo que lhes ofereça proteção total, como forros de telhado, porões, muros ocos, caixotes, móveis vazios e abandonados entre outros. Quando encontram estes abrigos, migram para este local e começam a construção dos favos, dando início a uma nova colméia. Os enxames em geral são mansos, porque estão com as atenções voltadas para a sobrevivência da família e a guarda da sua rainha.
    A agressividade é esporádica e ocorre em situações em que as abelhas se sentem agredidas ou em situação de risco.

Medidas Preventivas
   Na realidade não se pode prever a chegada de um enxame e/ou estabelecimento de uma colméia num local, mas se pode evitar:
    - deixar lixeiras sempre tampadas,
    - não deixar alimentos expostos (Ex.; refrigerantes, doces),
    - não deixar potes de mel abertos,
   - evitar plantas em casa que atraem abelhas (Ex.: flores de corola curta e de coloração amarela e azul.

Danos e/ou Agravos para a Saúde

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    Sua picada pode causar reações alérgicas, cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas, sendo aconselhável procurar atendimento médico em caso de acidente.

Cuidados que se devem tomar

    Os problemas decorrentes destes insetos geralmente são ocasionados pela formação de colméias ou vespeiros em locais próximos a presença ou movimentação de pessoas. As abelhas e vespas podem picar pessoas ou animais quando molestadas para defender o seu abrigo.

   Outro problema é a ocorrência de enxame viajante de abelhas. Isso ocorre quando uma parte das abelhas de uma colméia, em determinadas condições (colméia muito populosa, por exemplo), pode abandonar sua morada à procura de novo abrigo e pousam em algum lugar, para pernoitar ou descansar por algum tempo.

   Gradativamente vão se agrupando em torno da rainha, formando uma espécie de cacho ou bola de insetos. Caso esse local não ofereça abrigo contra chuva, sol, vento ou outras condições para a instalação da colméia, elas irão embora à procura de outro abrigo. Para esses casos, devem ser tomados os seguintes cuidados:

                - Não se aproximar do abrigo ou do enxame e evitar o trânsito de pessoas ou animais no local, para que os insetos não se sintam ameaçados e piquem.
                - Não permitir que pessoas não habilitadas tentem resolver a situação através de meios como fogo, álcool, querosene, jato de água, inseticidas, entre outros, porque esses poderão se sentir ameaçados e a situação fugir do controle podendo ocorrer ataques e acidentes por toda a vizinhança.
                - Retirar do local ou das proximidades pessoas apavoradas, alérgicas à picada de abelhas, crianças e animais;
                - Não bater, tocar ou fazer movimentos bruscos próximos à colméia; 
                - Em caso de reincidência de instalação da colméia no mesmo lugar, deve-se tomar providencias no sentido de eliminar esse abrigo, como, por exemplo, vedar frestas ou buracos por onde elas adentraram, remover materiais inservíveis (caixotes, móveis, pneus, etc) entre outros.

A Quem Recorrer

   - Ao CCZ/VR, pelo telefone 08000.251666, para relatar ou denunciar o problema, assim que for detectado. O CCZ/VR encaminhará uma equipe técnica  para avaliação e adoção das medidas adequadas para solucionar a questão. Aguarde atendimento sem mexer com os insetos para evitar acidentes. O serviço só será realizado após solicitação feita por telefone. O serviço é gratuito.
   - Caso o enxame ou colméia esteja localizado em poste de energia, ligar para Light.
   - No caso de pessoas picadas, procure a Unidade de Saúde mais próxima ou outro serviço médico para atendimento adequado, dependendo da gravidade (Centro de Atenção Integral à Saúde do Aterrado-CAIS Aterrado).
   - Caso haja animais de estimação picados, procure os serviços de um Médico Veterinário.
   - Caso o enxame ou colméia esteja localizado em residência ou área particular, o proprietário do imóvel pode solicitar a ajuda de um apicultor para retirada da colméia.